Crédito de carbono:  o que são, benefícios e desafios no campo 

Crédito de carbono:  o que são, benefícios e desafios no campo 

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Os créditos de carbono vêm se tornando uma oportunidade concreta para o agronegócio unir sustentabilidade e geração de receita. 

No campo, práticas de manejo conservacionistas, que antes eram vistas apenas como boas ações ambientais, hoje também podem representar valor econômico. 

Mas para participar desse mercado, o produtor precisa entender como essas práticas funcionam, como comprovar os resultados e quais passos seguir para transformar carbono capturado em um ativo comercializável. 

Continue lendo para entender como a sua propriedade pode aproveitar créditos de carbono!

O que são créditos de carbono?

Os créditos de carbono são instrumentos criados para incentivar a redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE). 

Cada crédito equivale a uma tonelada de dióxido de carbono (CO₂) que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera por meio de práticas sustentáveis.

Em outras palavras, se uma atividade no campo contribui para sequestrar carbono do ar (como plantar árvores, adotar plantio direto ou conservar florestas), ela pode gerar créditos de carbono. 

Esses créditos são negociáveis no mercado, ou seja, podem ser vendidos a empresas que precisam compensar suas emissões para cumprir metas ambientais.

O mercado de créditos de carbono está dividido em dois segmentos:

  • Mercado regulado: onde as regras são definidas por governos e tratados internacionais (como o Acordo de Paris);
  • Mercado voluntário: onde empresas compram créditos por iniciativa própria, para melhorar sua imagem ou cumprir compromissos ESG (ambiental, social e governança).

Para o produtor rural, isso representa uma nova fonte de renda, baseada em práticas que muitas vezes já fazem parte da rotina produtiva.

O que são gases de efeito estufa (GEE) e como funcionam os créditos de carbono

Os gases de efeito estufa (GEE) são compostos presentes na atmosfera que retêm o calor irradiado pela superfície da Terra, contribuindo para o aquecimento global. 

Os principais GEE são:

  • Dióxido de carbono (CO₂): gerado pela queima de combustíveis fósseis e mudanças no uso da terra (como desmatamento);
  • Metano (CH₄): emitido por atividades agropecuárias, como o gado e manejo de dejetos;
  • Óxidos de nitrogênio (N₂O): derivados do uso de fertilizantes nitrogenados;
  • Gases industriais como os hidrofluorcarbonetos (HFCs), menos comuns no campo.

A proposta dos créditos de carbono é criar um modelo econômico que valorize a captura ou não emissão desses gases. 

Assim, quem reduz suas emissões ou contribui para a remoção de CO₂ da atmosfera pode gerar créditos. 

Esses créditos são certificados por organismos independentes que validam as práticas adotadas e a quantidade de carbono efetivamente evitada ou capturada.

O produtor que adota, por exemplo, plantio direto com cobertura vegetal e controle de emissão no solo, está evitando emissões. 

Se essas práticas forem corretamente medidas e auditadas, ele pode obter créditos e vendê-los a empresas poluidoras, criando uma cadeia de valor ambientalmente sustentável.

Por que o agronegócio pode se beneficiar?

O agronegócio é um dos setores com maior potencial para geração de créditos de carbono, e isso se deve a diversos fatores, como:

  1. Grande área produtiva disponível: o Brasil tem uma das maiores áreas agrícolas do mundo. Isso oferece escala para adoção de práticas regenerativas, como o plantio direto, sistemas de integração (ILPF) e reflorestamento, capazes de capturar grandes quantidades de carbono no solo e na biomassa;
  2. Práticas já utilizadas podem gerar créditos: muitos produtores rurais já adotam práticas sustentáveis, como rotação de culturas, uso de adubação verde e conservação de matas ciliares. Com o monitoramento e documentação adequados, essas ações podem ser convertidas em créditos de carbono;
  3. Acesso a novos mercados e investidores: participar do mercado de carbono torna a propriedade mais atraente para instituições financeiras e fundos verdes, que priorizam negócios com compromisso ambiental. Isso pode facilitar a obtenção de crédito rural, parcerias e acesso a programas de financiamento com taxas menores;
  4. Rentabilidade complementar: os créditos de carbono representam uma nova fonte de receita sem aumentar a produção ou a área plantada. Em projetos bem estruturados, o retorno pode ser significativo, especialmente para produtores com áreas de preservação, manejo adequado e histórico de boas práticas;
  5. Conformidade com políticas futuras: governos e organismos internacionais estão avançando em políticas ambientais obrigatórias. Estar pronto agora posiciona o produtor rural à frente, evitando surpresas com futuras exigências legais.

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Práticas agrícolas que ajudam a capturar carbono

A agricultura é uma das atividades com maior potencial de sequestro de carbono, especialmente quando adota técnicas que aumentam a matéria orgânica do solo, reduzem emissões e promovem a biodiversidade. 

A seguir, explicamos as práticas mais valorizadas nesse contexto e como aplicá-las de forma eficiente. Confira:

Plantio direto

O plantio direto é uma das práticas mais reconhecidas no mercado de créditos de carbono.

Ele reduz a necessidade de revolvimento do solo, mantendo a palhada da cultura anterior como cobertura. 

Essa camada orgânica protege contra erosão, melhora a retenção de umidade e estimula o acúmulo de matéria orgânica, essencial para o sequestro de carbono.

Além disso, o plantio direto contribui para a redução do uso de combustíveis (menos operações com máquinas) e promove a atividade biológica do solo, tornando-o um reservatório natural de carbono.

Rotação de culturas

Rotacionar culturas evita a exaustão dos nutrientes do solo, melhora sua estrutura e ajuda a aumentar a biomassa vegetal ao longo do tempo. 

Essa variação reduz a incidência de pragas, diminui a necessidade de insumos químicos e favorece a presença de diferentes sistemas radiculares, o que resulta em maior captura e retenção de carbono no solo.

É uma técnica simples de implementar e pode ser adaptada para diferentes escalas de produção.

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)

A ILPF combina agricultura, criação de animais e florestas em uma mesma área, promovendo uso mais eficiente da terra e diversos benefícios ambientais. 

A presença de árvores e vegetação permanente ajuda a capturar carbono atmosférico em larga escala, ao mesmo tempo que melhora a produtividade e diversifica as fontes de renda da fazenda.

Do ponto de vista dos créditos de carbono, a ILPF é altamente valorizada por gerar impacto ambiental mensurável e por sua capacidade de regenerar áreas degradadas.

Uso de cultivo de cobertura

Culturas de cobertura, como milheto, braquiária e crotalária, são cultivadas com o objetivo de proteger o solo entre safras. 

Elas impedem a compactação, reduzem a erosão, aumentam a biodiversidade e acumulam biomassa que se transforma em matéria orgânica.

Essas plantas também mantêm o solo ativo biologicamente durante o ano todo, o que favorece o sequestro contínuo de carbono, especialmente quando associadas ao plantio direto e à rotação de culturas.

Compostagem

A compostagem transforma resíduos orgânicos (esterco, restos de culturas, sobras de alimentos) em um adubo natural rico em nutrientes e carbono estável. 

Esse material, quando aplicado ao solo, aumenta a matéria orgânica, reduz a dependência de fertilizantes químicos e ainda evita a liberação de metano proveniente da decomposição sem controle.

Além disso, fazendas que implementam a compostagem corretamente conseguem reduzir sua pegada de carbono e agregar valor aos seus produtos, demonstrando responsabilidade ambiental.

Manejo do solo

Um solo bem manejado respira. Evitar a compactação, manter pH equilibrado, utilizar corretivos de forma racional e preservar a microbiota são ações que potencializam a retenção de carbono no solo. 

Isso porque raízes saudáveis depositam carbono continuamente no solo em forma de exsudatos, enquanto microrganismos transformam matéria orgânica em compostos estáveis.

Práticas de manejo adequado ainda garantem maior produtividade e longevidade das áreas agricultáveis, tornando o sistema mais resiliente, inclusive frente às mudanças climáticas.

Como funciona o processo para um produtor entrar no mercado de créditos de carbono?

Entrar no mercado de créditos de carbono não é algo automático. Na verdade, exige planejamento, adequação de práticas e documentação sólida. 

O produtor rural precisa, antes de tudo, entender o potencial da sua propriedade para capturar ou evitar emissões de carbono. 

Isso inclui avaliar o uso atual do solo, identificar boas práticas agrícolas que já estão em andamento e considerar melhorias sustentáveis.

O passo seguinte é a medição e quantificação das emissões evitadas ou do carbono capturado por essas práticas.

Esse levantamento precisa seguir metodologias reconhecidas internacionalmente, geralmente realizadas por consultorias ou entidades certificadoras.

Por fim, o produtor precisa registrar seu projeto e buscar a certificação para que os créditos gerados possam ser negociados no mercado voluntário ou regulado. 

A boa notícia é que muitas dessas etapas se tornam mais acessíveis quando o produtor já adota boas práticas agrícolas e tem controle sobre suas atividades.

Etapas para gerar e vender créditos de carbono da fazenda ao mercado

Veja o caminho básico para transformar sua propriedade rural em uma geradora de créditos de carbono:

  1. Diagnóstico inicial: avaliar o uso da terra, histórico de produção e práticas atuais;
  2. Planejamento de práticas sustentáveis: definir quais práticas serão adotadas para capturar ou evitar emissões, como plantio direto, ILPF ou manejo de pastagens;
  3. Medição e monitoramento: calcular o potencial de sequestro de carbono com base em metodologias reconhecidas (como as do IPCC, VCS, Gold Standard);
  4. Implementação e coleta de dados: executar as práticas no campo e manter registros detalhados de todas as atividades, insumos e resultados;
  5. Auditoria e validação externa: um órgão certificador irá verificar os dados e validar o projeto para garantir credibilidade;
  6. Registro e emissão dos créditos: os créditos são emitidos e registrados em plataformas oficiais;
  7. Comercialização: os créditos podem ser vendidos diretamente a empresas interessadas ou por meio de plataformas especializadas;

Cada etapa exige disciplina e organização e é aí que uma boa gestão faz toda a diferença.

A importância da contabilidade de carbono e da comprovação documental

Assim como a contabilidade financeira mostra a saúde da sua fazenda, a contabilidade de carbono revela o quanto suas práticas sustentáveis estão contribuindo para o meio ambiente e quanto isso vale no mercado.

Sem uma documentação bem feita, nenhuma prática poderá ser reconhecida oficialmente. O produtor precisa manter:

  • Registros de insumos aplicados no solo;
  • Dados de colheita, cobertura vegetal e atividades de manejo;
  • Relatórios georreferenciados (áreas de pastagem, lavoura e mata nativa);
  • Notas fiscais e comprovantes de aquisição de tecnologias sustentáveis;
  • Informações sobre fertilizantes, compostagem e correção do solo.

Essas evidências não só validam o projeto para certificação como também protegem o produtor de questionamentos futuros e ajudam na melhoria contínua da gestão.

Como um software de gestão de atividades agrícolas pode ajudar?

Um software agrícola completo é uma ferramenta estratégica para comprovar práticas sustentáveis e gerar dados confiáveis para certificação de carbono.

Com uma boa plataforma, o produtor consegue:

  • Registrar atividades por talhão ou área de produção, com datas, insumos e métodos;
  • Gerar relatórios financeiros e operacionais com poucos cliques;
  • Controlar estoques de insumos e fertilizantes aplicados;
  • Integrar informações contábeis e fiscais (como o LCDPR e a emissão de NF-e rural);
  • Ter histórico das práticas sustentáveis adotadas, pronto para uma auditoria.

Ou seja, os softwares passam a ser o coração da gestão da propriedade e abrem portas para novas receitas, como a venda de créditos de carbono.

Conheça o Software para Agronegócio da Sygma e veja como ele pode transformar dados do campo em oportunidades reais de valorização!

Conclusão

Os créditos de carbono são uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro e o produtor que se preparar agora poderá colher resultados financeiros e ambientais no futuro. 

Mas para isso, é preciso tratar a sustentabilidade como parte da gestão.

Com boas práticas no campo, dados bem organizados e o apoio de tecnologias como os softwares da Sygma, sua fazenda pode se tornar uma referência em produção responsável e ainda gerar receita com isso. 

O futuro do agro é verde e começa com organização, informação e atitude.

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