
No transporte de animais, a Guia de Trânsito Animal (GTA) é o documento que coloca sua operação em rota segura.
Neste guia rápido e prático, você vai entender o que é a GTA, quando ela é exigida, como ela se relaciona com a NFe e quais requisitos realmente importam para evitar multas, retenções e prejuízos.
Trazemos também diferenças entre estados, erros comuns que derrubam a emissão e um passo a passo para simplificar tudo com tecnologia.
Se você quer mover o rebanho com tranquilidade e ganhar eficiência no dia a dia, siga a leitura! Em poucos minutos, você estará pronto para emitir com confiança. Vamos lá?
O que é a GTA (Guia de Trânsito Animal)?
A Guia de Trânsito Animal (GTA) é um documento oficial e obrigatório emitido pelos órgãos de defesa sanitária animal estaduais, que autoriza o transporte de animais vivos dentro do território nacional.
Ela é uma ferramenta de rastreabilidade e controle sanitário que garante a segurança da cadeia produtiva animal, desde a origem até o destino final.
Cada guia contém informações detalhadas sobre:
- Espécie, quantidade e finalidade do transporte (abate, leilão, exposição, reprodução, etc.);
- Origem e destino dos animais, incluindo dados do produtor e da propriedade;
- Situação sanitária e exames obrigatórios (como brucelose, tuberculose, aftosa, entre outros);
- Identificação do veículo e condutor responsável pelo transporte.
A emissão da GTA é feita por meio dos sistemas estaduais de defesa agropecuária (como o SIDAGO em MG, o GEDAVE em SP, e o SEAPA em outros estados), sempre sob supervisão de um médico veterinário habilitado.
Para que serve a GTA
A função principal da GTA é assegurar que os animais transportados estejam saudáveis e em conformidade com as normas sanitárias vigentes.
Ela é um instrumento de biossegurança nacional, utilizado para prevenir e conter a disseminação de doenças que podem afetar rebanhos inteiros e comprometer a produção agropecuária do país.
Além do aspecto sanitário, a GTA também tem um papel logístico e econômico:
- Facilita o rastreamento da origem dos animais, promovendo transparência em toda a cadeia produtiva;
- Garante credibilidade para o produtor perante órgãos de inspeção, frigoríficos e compradores;
- Serve como comprovação de procedência e sanidade, requisito essencial para abates, exportações e transações comerciais;
- Permite monitoramento integrado entre estados, apoiando políticas públicas de defesa agropecuária.
Ou seja, a GTA é uma ferramenta de gestão e proteção que fortalece o agronegócio brasileiro, reduz riscos sanitários e reforça a reputação do produtor rural.
Quando a guia de transporte de animais é exigida?
A GTA é exigida em praticamente toda movimentação de animais vivos em território nacional, tanto para transporte entre propriedades rurais quanto para deslocamentos interestaduais e intermunicipais.
Isso inclui uma variedade de situações cotidianas na pecuária, avicultura e suinocultura, como:
- Transporte para abate: envio de bovinos, suínos ou aves para frigoríficos;
- Participação em feiras, leilões e exposições: eventos que envolvem circulação de rebanhos e alto risco sanitário;
- Venda ou transferência de propriedade: quando os animais são comercializados ou cedidos;
- Reprodução e monta: movimentação de animais para inseminação ou cruzamentos;
- Transporte entre fazendas do mesmo proprietário: mesmo em casos internos, é obrigatória em muitos estados;
- Deslocamento de animais silvestres ou aquáticos: mediante autorização de órgãos ambientais, além da GTA.
A ausência da guia pode resultar em multas, retenção dos animais e até sanções sanitárias.
Portanto, o cumprimento dessa exigência é essencial para evitar prejuízos e manter a conformidade legal e fiscal da propriedade.
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Espécies e particularidades por animal
Cada espécie animal possui requisitos específicos de sanidade e documentação para o transporte. Essas exigências variam conforme o risco de disseminação de doenças, a finalidade do deslocamento e as normas de defesa sanitária de cada estado.
Entenda as principais:
Bovinos
O transporte de bovinos é um dos mais fiscalizados do país. Para a emissão da GTA, é necessário:
- Comprovar vacinação contra febre aftosa, dentro do período oficial da campanha;
- Apresentar atestados negativos para brucelose e tuberculose, quando o destino for exposição, reprodução ou venda entre estados;
- Estar com o rebanho registrado no órgão estadual de defesa agropecuária, como o IMA (MG) ou ADEPARÁ (PA);
- Informar corretamente o número de brincos ou identificação individual, conforme o Sistema Brasileiro de Identificação Animal (SISBOV), se aplicável.
Esses cuidados asseguram a rastreabilidade do gado e garantem a credibilidade sanitária da propriedade.
Suínos

A movimentação de suínos exige controle rígido devido à alta transmissibilidade de doenças respiratórias e virais. As principais exigências incluem:
- Certificado veterinário atestando granja livre de doenças, como peste suína clássica e aftosa;
- Registro no Serviço de Inspeção Estadual ou Federal, dependendo da finalidade;
- Controle rigoroso da origem e destino dos animais, especialmente em transporte interestadual;
- Declaração de vacinação e exames laboratoriais atualizados, conforme o tipo de produção.
No caso de leilões e feiras, a autoridade veterinária deve inspecionar e validar os documentos antes da emissão da GTA.
Aves
A avicultura é um dos setores mais dinâmicos do agronegócio, e o controle sanitário é essencial para exportação e comercialização. Para emissão da GTA:
- É obrigatório o Certificado de Sanidade Avícola, emitido por médico veterinário habilitado;
- Os lotes devem ter origem em granjas controladas, inscritas no Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA);
- O transporte deve respeitar condições adequadas de temperatura, ventilação e higiene, reduzindo o risco de mortalidade ou contaminação;
- Para pintinhos de um dia ou ovos férteis, há protocolos diferenciados, que devem ser observados conforme a Instrução Normativa nº 56/2007.
Esses cuidados mantêm a confiança do mercado e asseguram o bem-estar animal.
Animais silvestres e aquáticos
A movimentação dessas espécies requer autorização prévia de órgãos ambientais, como IBAMA ou Secretarias Estaduais de Meio Ambiente.
Cada espécie possui regulamentação específica, especialmente para animais ameaçados de extinção.
É obrigatório o Cadastro Técnico Federal e, em muitos casos, anilhas ou microchips de identificação.
Para peixes e crustáceos, pode ser exigida licença ambiental de transporte, além da GTA emitida pelo órgão de defesa sanitária.
Em empreendimentos aquícolas, a emissão está vinculada ao registro da piscicultura e controle de origem sanitária da água.
Requisitos para emitir a GTA
Emitir uma Guia de Trânsito Animal é um processo que garante segurança sanitária e rastreabilidade em todas as etapas do transporte. Por isso, os órgãos estaduais de defesa agropecuária exigem uma série de requisitos antes da emissão. Entre os principais estão:
- Cadastro do produtor rural junto ao órgão estadual competente (como o IMA, ADEPARÁ, ADAB, IDAF, entre outros). Esse registro assegura que o solicitante esteja regular e autorizado a movimentar animais.
- Comprovação de vacinação obrigatória, como contra febre aftosa, raiva dos herbívoros e outras doenças regionais, conforme o tipo de animal e o estado.
- Exames laboratoriais atualizados, especialmente para bovinos, bubalinos, suínos e equídeos, comprovando ausência de doenças de controle sanitário nacional, como brucelose, tuberculose e anemia infecciosa equina.
- Certificado Veterinário Oficial (CVO) ou atestado emitido por médico veterinário habilitado, que valida a condição de saúde do lote de animais a ser transportado.
- Indicação do destino e finalidade da movimentação, seja abate, reprodução, feira, leilão, engorda ou simples transferência.
- Documentos fiscais correlatos, como a Nota Fiscal Eletrônica (NFe) do produtor, em casos de transação comercial.
Cumprir esses requisitos é essencial não apenas para a emissão da GTA, mas também para evitar penalidades e retenções nas barreiras sanitárias.
Particularidades estaduais: variações no processo

Embora a emissão da GTA siga diretrizes nacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), cada estado brasileiro possui autonomia para gerenciar seu sistema e definir exigências complementares. Por exemplo:
- Minas Gerais utiliza o sistema SIDAGO, que permite solicitar e acompanhar GTAs online;
- São Paulo opera por meio do GEDAVE, integrado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento;
- Paraná trabalha com o SISLEG e módulo e-GTA;
- Mato Grosso do Sul possui o IAGRO Digital, que inclui funcionalidades específicas para controle de vacinação e transporte.
Além das plataformas, as exigências podem variar. Alguns estados requerem exames adicionais para espécies específicas, outros limitam a validade da guia (geralmente de 3 a 10 dias) e há diferenças nas taxas cobradas.
Essa descentralização torna indispensável que o produtor rural mantenha-se atualizado sobre a regulamentação local, evitando atrasos na emissão e problemas em fiscalizações.
Um sistema de gestão que centraliza essas informações, como os da Sygma Sistemas, facilita muito o cumprimento das normas em diferentes regiões.
Como a GTA se relaciona com a NFE?
A Guia de Trânsito Animal (GTA) e a Nota Fiscal Eletrônica (NFe) são documentos que se complementam. Enquanto a GTA comprova a legalidade sanitária e zootécnica do transporte, a NFe comprova a operação fiscal e comercial entre as partes.
Em outras palavras, a GTA é exigida para qualquer movimentação de animais vivos, inclusive sem fins comerciais, enquanto a NFe é obrigatória sempre que houver transferência de propriedade ou venda desses animais.
Nos casos em que há transação financeira, a GTA só é emitida mediante apresentação da nota fiscal correspondente, garantindo que o transporte esteja em conformidade tanto com a vigilância sanitária quanto com a legislação tributária.
A integração entre os dois documentos é essencial para rastreabilidade, controle de origem e transparência nas operações do agronegócio moderno.
Desafios comuns e como evitá-los
O processo de emissão da GTA pode parecer simples, mas há detalhes técnicos que, se negligenciados, resultam em atrasos, multas ou retenção de cargas. Entre os erros mais frequentes estão:
- Dados inconsistentes entre documentos: divergências entre a GTA, a NFe e o cadastro do produtor levam à rejeição da guia;
- Falta de exames ou vacinas dentro do prazo de validade, especialmente em movimentações interestaduais;
- Preenchimento incorreto do destino ou finalidade, o que invalida o transporte e exige reemissão;
- Ausência de assinatura ou credenciamento do médico veterinário responsável, quando exigido.
- Utilização de sistemas manuais ou planilhas, que dificultam o controle e o histórico das guias emitidas.
A melhor forma de evitar esses problemas é automatizar o processo com o uso de um software especializado em gestão rural e emissão fiscal, que centralize informações, minimize erros e gere alertas preventivos.
Como simplificar o processo com um software especializado?
A rotina do produtor rural moderno não permite perder tempo com burocracia. Um software de gestão integrado é o aliado ideal para tornar a emissão da GTA mais simples, ágil e segura. Com a tecnologia certa, é possível:
- Cadastrar propriedades e rebanhos uma única vez, evitando retrabalho a cada nova emissão;
- Gerar e armazenar notas fiscais e guias em ambiente único, com total rastreabilidade;
- Controlar prazos de vacinação e exames sanitários, evitando bloqueios;
- Integrar informações fiscais e zootécnicas, conectando GTA e NFe automaticamente;
- Emitir relatórios e históricos de movimentação, facilitando auditorias e fiscalizações.
Além de otimizar o tempo, o sistema reduz custos operacionais e garante conformidade com as normas estaduais e federais, fortalecendo a credibilidade do produtor diante dos órgãos de inspeção e dos clientes.
Conclusão
A Guia de Trânsito Animal é um instrumento de rastreabilidade e biossegurança que protege o rebanho e o produtor rural.
Quando acompanhada de uma gestão fiscal eficiente e de ferramentas tecnológicas adequadas, a GTA se transforma em parte de um sistema inteligente de controle e conformidade.
Investir em automação e integração fiscal é investir em tranquilidade, segurança sanitária e crescimento sustentável.
Com a Sygma Sistemas, o produtor rural tem ao alcance soluções que unem experiência, suporte 24h e inovação, garantindo que cada transporte, nota e documento estejam sempre em ordem.






