
Saber o que é CNAE é fundamental para qualquer empreendedor que deseja abrir ou regularizar uma empresa no Brasil.
Esse código funciona como a identidade oficial da atividade econômica do negócio, determinando quais serviços ou produtos podem ser oferecidos, quais impostos devem ser recolhidos e até qual regime tributário a empresa pode adotar.
A definição correta do CNAE não é apenas um detalhe burocrático: ela impacta diretamente a saúde financeira e a segurança jurídica da empresa.
Um código mal escolhido pode gerar restrições na emissão de notas fiscais, enquadramento tributário inadequado e até riscos de autuações fiscais.
Por outro lado, selecionar o CNAE adequado garante legalidade, previsibilidade nos impostos e até oportunidades de crédito e participação em licitações.
Neste guia, você vai entender em detalhes o que é CNAE, para que ele serve, como consultar a tabela oficial, como escolher o código ideal para a sua empresa e onde encontrá-lo nas notas fiscais.
Também vamos esclarecer as dúvidas mais comuns e mostrar por que o CNAE tem impacto direto no dia a dia fiscal do seu negócio. Continue lendo!
O que é o CNAE de uma empresa?
O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) é um sistema criado para organizar e padronizar a forma como as atividades das empresas são identificadas no Brasil.
Cada tipo de atividade possui um código específico que serve como “identidade” da empresa diante da Receita Federal, prefeituras e outros órgãos reguladores.
Ele é formado por uma sequência numérica que vai do nível mais amplo ao mais específico, permitindo detalhar desde o setor em que a empresa atua até a subatividade exercida. Por exemplo:
- Seção G: Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas;
- Divisão 47: Comércio varejista;
- Grupo 47.1: Comércio varejista não especializado;
- Classe 47.11: Comércio varejista de mercadorias em geral;
- Subclasse 47.11-3/01: Supermercados.
Ou seja, o CNAE traduz a atividade da empresa em números, garantindo uma linguagem única e padronizada para o fisco e para estatísticas econômicas.
Para que serve o CNAE?
O CNAE tem impacto direto no dia a dia da empresa. Entre as suas funções mais importantes, destacam-se:
- Definir o enquadramento tributário: dependendo do CNAE escolhido, a empresa pode ou não optar pelo Simples Nacional. Algumas atividades são vedadas e obrigam o enquadramento em outros regimes, como Lucro Presumido ou Lucro Real;
- Determinar os impostos incidentes: cada atividade pode ter incidência diferente de ICMS, ISS, IPI e contribuições federais;
- Regular a emissão de notas fiscais: apenas com o CNAE correto a empresa consegue emitir notas fiscais compatíveis com seus serviços ou produtos;
- Atender exigências legais e setoriais: certas licenças, alvarás e registros profissionais dependem da correta classificação da atividade;
- Organizar dados estatísticos nacionais: o IBGE utiliza o CNAE para mapear setores econômicos e produzir indicadores oficiais.
Em resumo: escolher o CNAE certo é essencial para pagar impostos corretamente, evitar autuações fiscais e operar dentro da legalidade.
Tabela CNAE: lista de códigos
A tabela CNAE é extensa e cobre todos os setores econômicos do Brasil, desde comércio e indústria até serviços altamente especializados. Ela está dividida em:
- Seções (letras): agrupam grandes áreas econômicas (ex.: Seção C = Indústrias de transformação);
- Divisões (2 dígitos): subdividem cada seção (ex.: 10 = fabricação de produtos alimentícios);
- Grupos (3 dígitos): especificam ainda mais (ex.: 101 = abate e fabricação de produtos de carne);
- Classes (4 dígitos): detalham o tipo de atividade (ex.: 1011 = abate de bovinos);
- Subclasses (7 dígitos): código final usado para registro (ex.: 1011-2/01 = abate de bovinos).
A escolha correta dentro dessa tabela é determinante para definir impostos, permissões e até mesmo linhas de crédito específicas para o setor.
Como consultar o CNAE?
Consultar o CNAE é simples e pode ser feito de diferentes maneiras:
- Site do IBGE: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística disponibiliza a tabela oficial completa, organizada em seções e subclasses;
- Portal do Simples Nacional: essencial para verificar se a atividade é permitida ou restrita dentro desse regime tributário;
- Junta Comercial e Receita Federal do seu Estado: durante a abertura da empresa, os órgãos oficiais confirmam o CNAE informado e registram no CNPJ;
- Consulta em notas fiscais eletrônicas: o código CNAE também fica registrado no cadastro do emitente e pode ser visualizado em notas fiscais já emitidas;
- Com auxílio de um contador: o profissional contábil é quem melhor pode orientar, garantindo que a escolha esteja adequada ao planejamento tributário e às necessidades reais do negócio.
Dica: se sua empresa pretende oferecer serviços ou produtos diferentes, vale cadastrar CNAEs secundários, desde que compatíveis com sua atividade principal.
Essa atitude amplia as possibilidades de atuação sem necessidade de alterar o CNPJ a cada novo serviço.
Onde fica o CNAE na nota fiscal?
O CNAE da empresa não aparece como destaque na descrição do produto ou serviço, mas sim nos dados cadastrais do emitente da nota fiscal eletrônica.
Essa informação está localizada no bloco de identificação da empresa, junto ao CNPJ, razão social e endereço.
Isso significa que cada vez que uma nota é emitida, o CNAE está sendo informado ao fisco e vinculado à operação. Portanto, se o código estiver incorreto, o problema se repete em todas as notas fiscais, podendo gerar inconsistências em larga escala.
Como incluir um CNAE no CNPJ?
A inclusão de um CNAE no CNPJ acontece de duas formas: na abertura da empresa ou em uma alteração contratual posterior. Entenda melhor:
Na abertura da empresa
Ao preencher o formulário de inscrição no CNPJ (via Coletor Nacional da Receita Federal), o empreendedor deve indicar qual será a atividade principal e, se for o caso, as atividades secundárias.
Essas informações também constam no contrato social ou no Requerimento de Empresário.
Em alteração posterior
Se a empresa expandir seus serviços ou produtos, é possível incluir novas atividades. Isso é feito por meio de uma alteração contratual registrada na Junta Comercial ou Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas.
Depois, a mudança precisa ser atualizada na Receita Federal, prefeitura (para atividades sujeitas a ISS) e outros órgãos fiscalizadores, dependendo do setor.
Ë importante lembrar de incluir atividades secundárias de forma estratégica é uma forma de dar mais flexibilidade ao negócio.
Assim, a empresa pode oferecer serviços adicionais sem precisar abrir um novo CNPJ, desde que as atividades sejam compatíveis.
Qual a importância de escolher a atividade econômica adequada?
Escolher corretamente o CNAE é uma decisão estratégica para a saúde financeira e tributária da empresa.
O enquadramento errado pode gerar cobrança indevida de impostos, limitação para participar de licitações, restrições em linhas de crédito e até riscos de autuação fiscal.
Além disso, a escolha adequada garante que a empresa esteja enquadrada no regime tributário mais vantajoso.
Por exemplo, certas atividades não são permitidas no Simples Nacional, um detalhe que pode significar a diferença entre pagar mais ou menos tributos.
Outro ponto crucial é a coerência entre CNAE e operação real. Empresas que emitem notas fiscais com atividades incompatíveis com seu CNAE podem enfrentar problemas de fiscalização e até questionamentos legais.
Portanto, o apoio de um contador é indispensável para identificar o código exato e assegurar segurança e crescimento sustentável.
É possível alterar o CNAE?

Sim, o CNAE pode ser alterado ao longo da vida da empresa. Isso é comum em casos de expansão de atividades, mudanças de foco de mercado ou necessidade de adequação tributária. O processo envolve:
- Alteração do contrato social ou registro do MEI, conforme o porte da empresa;
- Atualização dos dados na Junta Comercial e na Receita Federal;
- Comunicação à prefeitura, quando houver impacto no ISS.
Embora seja viável, a alteração deve ser feita com cautela, já que pode implicar em mudança de regime tributário, exigências fiscais diferentes ou até recolhimento retroativo de impostos. Mais uma vez, contar com orientação contábil é essencial para evitar problemas.
O CNAE na emissão fiscal
O CNAE influencia diretamente a forma como os tributos são calculados nas notas fiscais, porque serve como base para que o sistema determine quais impostos incidem sobre a operação, como ICMS, ISS, PIS e Cofins.
Um CNAE incorreto pode resultar em cálculo errado de impostos, inviabilizando a aceitação da nota ou gerando recolhimento indevido.
Além disso, em caso de fiscalização, inconsistências entre o CNAE e a nota fiscal podem levar a multas.
Por isso, um sistema emissor confiável (como o da Sygma) já associa o CNAE cadastrado ao processo de emissão, garantindo que cada documento fiscal saia dentro da legalidade, sem erros que prejudiquem o negócio.
O que é CNAE: Dúvidas frequentes
Ainda com dúvidas sobre o CNAE? Então confira respostas rápidas para as dúvidas mais comuns nos tópicos abaixo:
O que é CNAE fiscal e domiciliar?
O CNAE Fiscal é usado oficialmente pela Receita para tributos e obrigações, enquanto o Domiciliar diz respeito à atividade de profissionais autônomos que atuam em residência, mas também precisam de código CNAE específico.
Qual a diferença entre CNAE e Código de Serviços?
O código CNAE classifica atividades de empresas em geral, enquanto o Código de Serviços (LC 116/2003) é usado exclusivamente para incidência do ISS (Imposto Sobre Serviços).
Conclusão
O CNAE é um pilar da conformidade fiscal e tributária de qualquer empresa. Ele orienta desde o regime de tributação até a forma de emissão das notas fiscais, garantindo que a atividade econômica seja reconhecida de maneira oficial e segura.
Escolher corretamente o CNAE desde o início evita riscos, dá previsibilidade aos impostos e protege o negócio contra autuações. Quando necessário, é possível alterar o código, mas sempre com apoio técnico e contábil.
E, para completar essa segurança, contar com um sistema emissor fiscal robusto e atualizado, como o da Sygma, é a garantia de que cada nota será emitida com o enquadramento correto, sem dores de cabeça e com total praticidade.






